domingo, 18 de abril de 2010

Processo de criação de uma história

Há quem ache que existe uma forma para criar uma história, uma boa história ou má mas não deixa de ser uma história.
Digamos por exemplo se eu quisesse escrever um argumento de um filme pornográfico limitava-me a pôr em papel quem enfiava o que e aonde!
Mas fora as brincadeiras se pensarmos nisto até somos capazes de conseguir chegar a uma formula... Talvez começando com um cenário, ou então não se deve começar com o cenário mas sim com o tema da história, digamos que eu quero escrever uma história sobre um assalto de uma obra de arte... Definimos o tema agora talvez iremos até ao contexto, porque é que as personagens da minha história vão roubar uma peça de arte? Precisam de dinheiro e por isso vão vende-la? Talvez foram contratadas por algum milionário que gostava de ter esta peça de arte por cima da lareira para quando estivesse a entreter colegas aristocráticos ou então simplesmente pelo gozo e adrenalina... Se for por dinheiro talvez seja interessante colocar a acção histórica e geográficamente numa depressão conhecida ou não, se for um patrão aristocrático talvez colocar a acção numa altura em que o poder de um nobre era maior do que o da polícia já que mais cedo ou mais tarde iria se saber que a peça em cima da lareira era a peça roubada e se fosse pelo gozo pode ser em qualquer altura mas seria interessante por isto numa altura em que não existiam gadgets para facilitar o roubo..
Ultimamente ando a chegar a uma conclusão que as coisas feitas da maneira dificil e suada são muito mais interessantes do que ter um aparelho que me deixa atravessar as paredes para roubar o que quiser sem partir uma unha. Talvez o meu protagonista tenha um amigo a trabalhar no museu onde a peça está guardada, ou então tem uma parceira sexy (para entrar um pouco no cliché que quer queiramos quer não vende...) essa parceira sexy é extremamente elástica e consegue se esconder dentro dum caixote do lixo dentro do museu e esperar que feche e aí arranja uma entrada para ele... Ou será que é ela que é a protagonista?
Nunca vão acabar as ideias, mas as histórias já foram todas contadas!
Estamos aqui simplesmente a acrescentar pontos na esperança de chegar a algum lado novo mas todos sabemos que no fim conseguem roubar a peça e que vai haver uma altura em que vão ser quase apanhados, talvez até mesmo chatearem-se mas no fim acaba tudo bem para o protagonista. No fim ele já sabe o que quer mesmo e consegue-o!
Arranjem as vossas histórias e lembrem-se, fujam do cliché fácil, mas não tentem muito senão correm o risco de perder o sentido na vossa história.

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